Se não me fizeste derramar lágrimas,
Se por ti, não me deprimi.
Fodasse!!!
Tu para mim, não és ninguém.
Lembro-me dos rios que causei,
Das pessoas que matei,
Afogadas, no meu mar efectivamente morto.
Tudo, tudo, porque te amei.
Lembro-me dos pensamentos profundos,
Dos pensamentos asfixiantes,
Lembro-me de estar soterrado,
Perto do núcleo da terra,
Procurando uma saída.
A tua saída da minha vida,
Tudo, tudo, porque te amei.
Mas se não me fazes questionar a vida,
Se te dizes minha amiga.
Fodasse!!!
Então sou eu que te digo,
Tu para mim, não és ninguém.
Se só me destes alegrias,
E eu por ti nunca sofri.
Fodasse!!!
Tu para mim, não és ninguém,
E eu nunca, mas nunca,
Te amei.
Monday, May 19, 2008
Monday, January 21, 2008
Saudade
Ai que saudade,
De não ter saudade.
Ai saudade, saudade!
Tu tens de bom,
O facto de seres um sentimento de verdade.
Mas também tens maldade;
Afinal representas uma orfandade.
Dizem que és um sentimento muito português,
Que és bonita, que és forte.
Uma treta,
Somos o país mais triste da Europa.
Qual é a beleza de nunca se alcançar a aurora?
Por isso vamos matar-te, ó saudade.
Vamos percorrer as milhentas estradas alcatroadas,
Que estão desde a inauguração,
À espera de serem viajadas.
Fode-te.
De não ter saudade.
Ai saudade, saudade!
Tu tens de bom,
O facto de seres um sentimento de verdade.
Mas também tens maldade;
Afinal representas uma orfandade.
Dizem que és um sentimento muito português,
Que és bonita, que és forte.
Uma treta,
Somos o país mais triste da Europa.
Qual é a beleza de nunca se alcançar a aurora?
Por isso vamos matar-te, ó saudade.
Vamos percorrer as milhentas estradas alcatroadas,
Que estão desde a inauguração,
À espera de serem viajadas.
Fode-te.
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