Tuesday, March 6, 2007

Tanto hoje, como amanha, como ontem, basta um passo para o abismo.

Hoje sinto a minha casa mais vazia,
Apesar de há muito já cá não habitares.
Hoje sinto o ar mais pesado,
E de certeza que não é da chuva.
Hoje a cabeça está pesada,
Apesar de estar vazia.

Hoje a tua pele fria,
Para além dos lábios, gelou-me o coração.
Hoje morri com a tua morte.
Hoje, hoje, porra!!! Hoje.
Hoje não devia ter existido,
Mas se não fosse hoje, era amanhã.
E logo amanhã não devia existir.
Hoje devia ser ontem,
Alias hoje, devia ser muito antes de ontem;
Quando tinhas saúde,
Quando os “hojes” começavam; acabavam,
E nós só queríamos que os “amanhãs” fossem “hojes”.

Os “ontens” perdurarão na minha memória,
Irão tornar-me mais eu,
Ajudarão a que os meus “amanhãs”,
me possam lembrar um pouco de ontem.

Hoje morreste, ontem nascestes,
Amanhã espero que vivas,
Feliz para sempre.

Ontem, hoje e amanhã amar-te-ei.
Não há tempo, não há espaço, não há universo,
Para o meu amor por ti.