Em homenagem, àquela publicidade da “casa nova” (aquela das pernas para o ar…), e cujo autor disse que se escrevesse aquilo para um musico, nenhum aceitaria a letra, porque eram rimas com “ar”:
Mas afinal a que é que sabe o ar?
O ar sabe àquilo que anda no ar.
Se o ar está ao pé do mar,
Sabe a maresia.
Se o ar sabe a língua,
Então no ar, está o amar.
O ar sabe a doce, sabe a amargo,
Sabe àquilo que o nosso cérebro subjectivar.
Sabe àquilo que as nossas acções objectivam,
E que às vezes nem subjectivo consegue mascarar.
O ar sabe àquilo que anda no ar.
Mas afinal o que é o ar?
O ar é nada, que engloba tudo.
È o invisível
Que alimenta a vida
E é o escuro
Que a torna horrível
O ar é o tudo,
Que se sente como nada.
O ar é aquilo que fazemos dele.
O ar é aquilo que anda no ar.
Mas afinal o que é o ar?
Não sei bem,
É aquilo que nós fizermos dele,
Hoje uma coisa,
Amanhã outra.
Uma coisa é certa,
Consumi algum
E estou aqui a arear
Será que o ar é meta???
Friday, September 7, 2007
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